domingo, 6 de agosto de 2017

NOTURNO ENCANTO


Amanhã será um novo dia;

Um novo sol brilhará

Não importa se tudo é fantasia

Se nada acontecerá.



A vida galopa na montaria

Do alazão do tempo;

Com suas imprevisíveis coreografias

Desenvoltas no frenético balé do vento,



Que desenha nas nuvens de algodão,

Toda a beleza de suas caricaturas;

Mestre na arte de artesão

Deus das maravilhosas esculturas.



Mavioso canto que se propaga no ar

 Na voz de um solitário bandolim,

Vagando triste a cantar,

Romances de um lindo folhetim.



Tudo aos poucos vai passando,

O ébrio apaixonado chora ao luar,

E se embriaga sonhando

E não consegue mais despertar.



Se foi flutuando por entre as paisagens

Dos arrabaldes do subconsciente,

Que aparecem como se fossem miragens

Que surgem na correnteza torrente.



O sussurro das matas quebra

O silencio com o seu canto,

E a natureza desperta

Do seu noturno encanto.