quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

NÃO CHORES


Não chores, enxugue

A lágrima que escorre

Pelo teu lindo rosto,

Pois, talvez seja melhor assim



Não dês vida as palavras

Que nos machucaram.

Nosso amor foi lindo

Tão sublime, que não merece

Acabar assim,



Quem sabe se no amanhã!

Não encontraremos às respostas

Para perguntas feitas

Aos nossos corações;



E  a roseira que plantamos

Em nosso quintal

Volte a florescer como antigamente

 E, dela brote uma nova paixão.



E o  teu belo sorriso

Volte a iluminar o teu airoso semblante.

E que o teu olhar outra vez

Venha a ser a estrela

Mais brilhante do firmamento.



Não deixes que o silêncio da distância

Venha emudecer nossos sentimentos;

Quando as nossas lembranças

Contigo vier morar,












quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

SAUDADES DE SALVADOR (CRÔNICA)


     Não, eu não queria que o tempo passasse, eu queria que ele ficasse estático, eu queria ficar aqui vivendo esse sonho lindo de verão e me banhar nas tuas águas afrodisíacas, me deixar ser levado pelo misticismo do teu encanto, ser enfeitiçado pelo canto das tuas sereias que vem do paraíso do teu mar azul.  

       Eu, queria ficar um pouco mais, e nas areias brancas de Itapuã, dá vida aos meus versos e rimas e escrever a mais bela das minhas poesias, retrata nas minhas crônicas a riqueza da tua cultura afro-brasileira, do teu sincretismo religioso, da tua belíssima arquitetura colonial.

       O axé representa a energia, que emana das tuas entidades sagradas, que embala o teu povo nas águas mansas de amaralina, salpicadas pelas gotas de um luar prateado, e quando à noite inicia o seu reinado à luz cintilante do guardião das tuas tradições, Farol da Barra, norteia o trajeto dos teus nautas na imensidão do silêncio do oceano que ti rodeia. E, pelas tuas vielas marcar um encontro com o passado através da tua História.  Adormecer na boemia do teu Rio Vermelho e cultuar nos meus devaneios a estrela mais brilhante do teu firmamento.

      O momento da partida chegou, contemplo teu fascinante Pôr do Sol e aos poucos vou me despedindo de ti, meu olhar se perde na exuberante beleza da Baía de Todos os Santos e do Atlântico que emolduram o teu apoteótico cenário de divindade da natureza. A cortina do tempo encerra mais um ato que Deus me permitiu viver nos palcos da vida.

      Sinto no rosto o aroma das deusas que te abençoam ao cair da tarde, uma suave brisa, desalinha meus cabelos e me faz sentir como um naufrago que não quer ser resgatado e segue surfando pelas ondas de um tempo que passou, que já não mais me pertence, pois é parte de uma recordação que vai comigo.

      Não sei se nos encontraremos, outra vez, se às forças anônimas do destino me permitirão te reencontrar em meio aos meus caminhos, já é hora, e, eu estou indo embora levando no peito bastante saudades, e quando comigo a lembrança vier morar, eu serei apenas mais um que por aqui passou.


sábado, 13 de janeiro de 2018

JUVENTUDE




Eu sempre estarei consigo

Mesmo sabendo que chegará

O momento em que seguiremos

Caminhos diferentes.


Que nossas estradas

Não mais se cruzarão

Mesmo que intrinsecamente

Estejamos ligados.


Jamais nos encontraremos!

Aprendi com você,

Que na arte de viver

O tempo é soberano, não perdoa.


Você me deixou no crepúsculo

Da minha existência,

E, eu não pude impedir à sua partida

E, você se foi tão linda,

Tão cheia de graça como antigamente.


Menina faceira que me encantou

Com às suas tranças rebeldes;

Que me fez escravo dos seus caprichos;

Dos seus atos inconsequentes.


Você me ensinou a amar

A vida, mesmo sabendo,

Que tudo era apenas uma viagem

De curta duração.
































domingo, 24 de dezembro de 2017

ATOS VIIVIDOS


São atos vividos

No teatro da vida,

Que marcam nossos caminhos;

Um olhar perdido na distância

Do imaginário horizonte.



Do encanto das gaivotas

Coreografando o céu azul;

Das nuvens passageiras

Levadas pela suave brisa

De um final de tarde.



São cenas interpretadas

No palco da existência,

Iluminado pela luzes

Do tempo que passou;



Que marcam nossos rastros

 Pelas dunas brancas

Das lembranças,

Que o idílio nos dexou.



Às vezes a saudade

Surge no clarão da lua;

Na singularidade das palavras

Soltas pelo ar,



No acorde de uma canção

Que ressoa no sopro

De um madrugada boêmia,

Que nos faz reféns

Dos sentimento nômades.
















domingo, 19 de novembro de 2017

BARCO DA SOLIDÃO


Embarquei meu coração

No barco da solidão,

E ele se foi mar a fora,

Singrando sobre as ondas

Dos meus naufragados sentimentos.



Lá se vai ele velejando;

Guiado pelas velas brancas

Da saudade dos momentos

Prazenteiros que vivi.



Veleiro das minhas joias preciosas;

Dos amores que não foram

Lapidados, e se tornaram

Tosco quando partiram.



Que segue sua rota

Por entre às águas de um oceano

Revolto, berço das minhas ilusões.



Consigo se vão pedaços

Da minha vida;

Paixões que se tornaram

Proibidas com o tempo.



Que flutuam sem rumo

Levadas pelos ventos do silêncio

Sem destino definido.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

ANTES


Antes que o tempo te leve

Junto com ele,

Marcando teu corpo,

Com suas infinita rugas.



Antes que as lágrimas

Da saudade;

Banhem teu rosto

Com as lembranças

De antigamente.



Procures amar o presente

Sem pensar no amanhã,

Pois, os caminhos da existência

Mudam de direção como o vento.



Antes, que o teu olhar,

Perca o brilho da juventude,

Aprecieis a beleza

Do nascer do sol;



Pois, o viver é transitório,

Como o cintilar

De uma estrela cadente

Pontilhando o firmamento.



Antes que teus lábios

Emudeçam para sempre,

Deixe o teu sorriso aflorar

Como  aquele botão de flor,

Que te acordou para a vida.









 

sábado, 4 de novembro de 2017

NÃO DEU TEMPO


Por aqui eu passei!

Escrevi teu nome na areia

Mas, o vento apagou,

E, a poeira da ilusão

Levou para longe;

Parte da nossa história.



Páginas que escrevi no pergaminho

Dos nossos furtivos encontros,

Mas, não cheguei a ler

Pois, não deu tempo.



Não deu tempo dizer

Que te amava.

Que tu eras meu mundo

E, nada mais;

Que o  meu amor era verdadeiro.



A magia do teu olhar se desfez

Como as nuvens de algodão,

Que se vão com a brisa

Do esquecimento.



E o nosso sonho morreu!

Entrou em conflito

Com os nossos sentimentos,

Se transformou num grão de areia

E, não deu tempo te dizer

Que ainda te amo.












domingo, 17 de setembro de 2017

PRAIA DO AMOR (PIPA)


Afrodisíacas são tuas águas

 Que resplandece tua mística

Beleza, que a todos seduz,

Com o teu canto que encanta.



Deusa da natureza que arrebata

Corações apaixonados

Que navegam no barco dos amores,

Envolvidos pela magia das tuas ondas,

Policromo de turmalinas e esmeraldas.



Teu sol abrasador marca o corpo

Dos teus súditos no marfim

De tuas ardentes areias,

E se purificam no sal

Das tuas espumas brancas.



Guardiãs eternas são tuas falésias

Que abrigam teu eterno silêncio;

Do sussurro derradeiro

Da tarde que se vai

Num revoar de gaivotas.



Das rimas e versos rabiscados

Por um poeta anônimo,

Nas tuas maviosas dunas;

Em uma noite estrelada

De luar prateado.

RAIO LUMINOSO


Eu serei eternamente a luz

Que brilhará no seu olhar.

O reflexo de um raio luminoso

Que brotou dos seus lindos olhos



E me atraiu com o seu

Jeito de menina mulher.

E no delírio do momento

Que juntos vivemos



O amor nos escravizou

Com o seu encantamento;

E o ilusionista dos sonhos

Inebriou nossos sentimentos,



Com o aroma das flores

Do paraíso dos amantes.

Do incontido desejo

Que dominou nossos prazeres,



E nos levou pelos caminhos

Proibidos das paixões.

Das profanas seduções

Que nos enfeitiçou

Com a sua efêmera magia.



Você será sempre o reluzir

De uma estrela cadente,

Bailando no firmamento,

Iluminando o meu olhar

Como antigamente.






































terça-feira, 27 de junho de 2017

DIREÇÃO OPOSTA


Hoje, alguém me fez lembrar

 De você!

Seu lindo sorriso

O brilho do seu olhar;



As nossas lindas canções,

Com suas notas soltas

Pelo ar,

Que nos encantavam

Com às suas envolventes melodias.



E, então eu me deparei

Com você outra vez.

No virtual mundo que me rodeia

Sua imagem ressurgiu.



E, em meio às cinzas

Que restaram em nosso caminho,

Somente encontrei fiapos

Do amor que vivemos.



Nossas flores estavam

No mesmo lugar;

Escondidas no caramanchão

Que juntos construímos.



E, no deserto da nossa estrada

Ainda presente estavam,

As marcas dos nossos passos;

Seguindo na direção oposta.






























quinta-feira, 15 de junho de 2017

É PRECISO


É preciso amar para ser amado;

Viver para ser lembrado;

Cantar a mais linda canção

De amor para não ser esquecido.



Ser companheiro do silêncio,

Quando o vazio da ausência,

Se transformar na rotina da existência,

E, o início se tornar o final.



É preciso conter às lágrimas

Com o mais belo dos sorrisos,

Pois, somente assim se consegue

Descobrir a latente beleza das manhãs.



Sentir o gosto amargo das derrotas

Para poder prova a doçura das vitórias;

Experimentar o abraço frio da partida

Para poder receber o calor da chegada.



É preciso manter os sonhos vivos

Pois, se eles morrerem,

A vida não terá mais sentido

Será apenas sentimentos frágeis,



Que o vento da ilusão levará

Flutuando pelos nossos pensamentos,

Como uma folha de papel em branco.

domingo, 28 de maio de 2017

MEU CADERNO


E, o vento o levou para longe

Dos meus olhos;

Com você se foi parte

Da minha história.



Tantas noites adormeci

Abraçado a você,

Parágrafos que se sucederam

Nos incógnitos relatos;



Dos momentos e passagens

Da vida, que somente,

Eu e você sabíamos.

Das verdade e mentiras



Que juntos editámos

Na pauta de cada dia;

Das belas manhãs

Que juntos vivemos.



Na ilusão de uma poesia,

Que escrevíamos nos bares

Aconchegantes, que nos acolheram,

Quando à tarde partia.



Registrei em suas páginas

Minhas incoercíveis emoções.

Berço das minhas incontidas

Lágrimas , que teimosamente,

Passeavam pelo meu rosto.



Mas, você se foi,

Já não tenho mais o companheiro

Ouvinte dos meus queixumes.

O acervo dos meus pensamentos

Ficou mais pobre Sem você.
































sábado, 27 de maio de 2017

SEM MARCAS


Tô me vendo no espelho

Do tempo que transformou

O brilho do meu olhar,

E redesenhou o meu sorriso.



Tô passando, tô indo,

Tô fugindo, de que; não sei!

Quem sabe! Fujo de mim;

Da minha sombra.



Tô vivendo numa época

Que não é mais a minha,

Passou enquanto eu tentava

Encontrar um novo rumo.



Tô tentando me reencontrar

Com o meu eu de antigamente;

Adormecer nos campos

Verdes da infância,



E no ávido encontro

Comtemplar a imagem

Daquele menino,

Que jamais deveria ter crescido.



Tô buscando me descobrir

Em meio a tantos disfarces,

Meus caminhos perdidos

Foram traçados

Com o giz da juventude.



Já é tarde! Preciso ir,

Talvez, eu nunca

Consiga me encontrar;

Pois, por aqui passei

E, não deixei marcas.








































sábado, 6 de maio de 2017

EU NÃO NASCI PARA VOCÊ



Nós jamais seremos os mesmos
De antigamente,
Pois seguimos direções
Opostas aos nossos sentimentos;
Você é dia e eu sou noite.

E  quando nossos olhares
Se encontram  já não refletem
Mais o mesmo brilho
Dos nossos olhos.

E, assim caminhamos
Pelo avesso das nossas vidas;
Na contramão da nossa ventura.
Dos nossos desejos,

Que já não tem mais onde aportar,
Pois o único porto seguro
Que existia em nosso mundo;
Nós o destruímos;

Soltamos às amarras
Do barco da felicidade,
Que se encontrava ancorado
No cais do nosso coração.

E, ele se foi mar afora,
Levado pelo vento frio do adeus;
Navegando pelas correntezas
Turvas que outrora foram cristalinas.

Aos poucos ele vai sumindo,
Suas velas brancas se abrem
No aceno derradeiro,
De um amor que vivemos
Em toda à sua plenitude.

Talvez tenha sido melhor assim;
Nossos caminhos
Não poderiam se cruzarem;
Você jamais seria minha,
E, eu não nasci para você.