domingo, 19 de novembro de 2017

BARCO DA SOLIDÃO


Embarquei meu coração

No barco da solidão,

E ele se foi mar a fora,

Singrando sobre as ondas

Dos meus naufragados sentimentos.



Lá se vai ele velejando;

Guiado pelas velas brancas

Da saudade dos momentos

Prazenteiros que vivi.



Veleiro das minhas joias preciosas;

Dos amores que não foram

Lapidados, e se tornaram

Tosco quando partiram.



Que segue sua rota

Por entre às águas de um oceano

Revolto, berço das minhas ilusões.



Consigo se vão pedaços

Da minha vida;

Paixões que se tornaram

Proibidas com o tempo.



Que flutuam sem rumo

Levadas pelos ventos do silêncio

Sem destino definido.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

ANTES


Antes que o tempo te leve

Junto com ele,

Marcando teu corpo,

Com suas infinita rugas.



Antes que as lágrimas

Da saudade;

Banhem teu rosto

Com as lembranças

De antigamente.



Procures amar o presente

Sem pensar no amanhã,

Pois, os caminhos da existência

Mudam de direção como o vento.



Antes, que o teu olhar,

Perca o brilho da juventude,

Aprecieis a beleza

Do nascer do sol;



Pois, o viver é transitório,

Como o cintilar

De uma estrela cadente

Pontilhando o firmamento.



Antes que teus lábios

Emudeçam para sempre,

Deixe o teu sorriso aflorar

Como  aquele botão de flor,

Que te acordou para a vida.









 

sábado, 4 de novembro de 2017

NÃO DEU TEMPO


Por aqui eu passei!

Escrevi teu nome na areia

Mas, o vento apagou,

E, a poeira da ilusão

Levou para longe;

Parte da nossa história.



Páginas que escrevi no pergaminho

Dos nossos furtivos encontros,

Mas, não cheguei a ler

Pois, não deu tempo.



Não deu tempo dizer

Que te amava.

Que tu eras meu mundo

E, nada mais;

Que o  meu amor era verdadeiro.



A magia do teu olhar se desfez

Como as nuvens de algodão,

Que se vão com a brisa

Do esquecimento.



E o nosso sonho morreu!

Entrou em conflito

Com os nossos sentimentos,

Se transformou num grão de areia

E, não deu tempo te dizer

Que ainda te amo.












domingo, 17 de setembro de 2017

PRAIA DO AMOR (PIPA)


Afrodisíacas são tuas águas

 Que resplandece tua mística

Beleza, que a todos seduz,

Com o teu canto que encanta.



Deusa da natureza que arrebata

Corações apaixonados

Que navegam no barco dos amores,

Envolvidos pela magia das tuas ondas,

Policromo de turmalinas e esmeraldas.



Teu sol abrasador marca o corpo

Dos teus súditos no marfim

De tuas ardentes areias,

E se purificam no sal

Das tuas espumas brancas.



Guardiãs eternas são tuas falésias

Que abrigam teu eterno silêncio;

Do sussurro derradeiro

Da tarde que se vai

Num revoar de gaivotas.



Das rimas e versos rabiscados

Por um poeta anônimo,

Nas tuas maviosas dunas;

Em uma noite estrelada

De luar prateado.

RAIO LUMINOSO


Eu serei eternamente a luz

Que brilhará no seu olhar.

O reflexo de um raio luminoso

Que brotou dos seus lindos olhos



E me atraiu com o seu

Jeito de menina mulher.

E no delírio do momento

Que juntos vivemos



O amor nos escravizou

Com o seu encantamento;

E o ilusionista dos sonhos

Inebriou nossos sentimentos,



Com o aroma das flores

Do paraíso dos amantes.

Do incontido desejo

Que dominou nossos prazeres,



E nos levou pelos caminhos

Proibidos das paixões.

Das profanas seduções

Que nos enfeitiçou

Com a sua efêmera magia.



Você será sempre o reluzir

De uma estrela cadente,

Bailando no firmamento,

Iluminando o meu olhar

Como antigamente.






































terça-feira, 27 de junho de 2017

DIREÇÃO OPOSTA


Hoje, alguém me fez lembrar

 De você!

Seu lindo sorriso

O brilho do seu olhar;



As nossas lindas canções,

Com suas notas soltas

Pelo ar,

Que nos encantavam

Com às suas envolventes melodias.



E, então eu me deparei

Com você outra vez.

No virtual mundo que me rodeia

Sua imagem ressurgiu.



E, em meio às cinzas

Que restaram em nosso caminho,

Somente encontrei fiapos

Do amor que vivemos.



Nossas flores estavam

No mesmo lugar;

Escondidas no caramanchão

Que juntos construímos.



E, no deserto da nossa estrada

Ainda presente estavam,

As marcas dos nossos passos;

Seguindo na direção oposta.






























quinta-feira, 15 de junho de 2017

É PRECISO


É preciso amar para ser amado;

Viver para ser lembrado;

Cantar a mais linda canção

De amor para não ser esquecido.



Ser companheiro do silêncio,

Quando o vazio da ausência,

Se transformar na rotina da existência,

E, o início se tornar o final.



É preciso conter às lágrimas

Com o mais belo dos sorrisos,

Pois, somente assim se consegue

Descobrir a latente beleza das manhãs.



Sentir o gosto amargo das derrotas

Para poder prova a doçura das vitórias;

Experimentar o abraço frio da partida

Para poder receber o calor da chegada.



É preciso manter os sonhos vivos

Pois, se eles morrerem,

A vida não terá mais sentido

Será apenas sentimentos frágeis,



Que o vento da ilusão levará

Flutuando pelos nossos pensamentos,

Como uma folha de papel em branco.

domingo, 28 de maio de 2017

MEU CADERNO


E, o vento o levou para longe

Dos meus olhos;

Com você se foi parte

Da minha história.



Tantas noites adormeci

Abraçado a você,

Parágrafos que se sucederam

Nos incógnitos relatos;



Dos momentos e passagens

Da vida, que somente,

Eu e você sabíamos.

Das verdade e mentiras



Que juntos editámos

Na pauta de cada dia;

Das belas manhãs

Que juntos vivemos.



Na ilusão de uma poesia,

Que escrevíamos nos bares

Aconchegantes, que nos acolheram,

Quando à tarde partia.



Registrei em suas páginas

Minhas incoercíveis emoções.

Berço das minhas incontidas

Lágrimas , que teimosamente,

Passeavam pelo meu rosto.



Mas, você se foi,

Já não tenho mais o companheiro

Ouvinte dos meus queixumes.

O acervo dos meus pensamentos

Ficou mais pobre Sem você.
































sábado, 27 de maio de 2017

SEM MARCAS


Tô me vendo no espelho

Do tempo que transformou

O brilho do meu olhar,

E redesenhou o meu sorriso.



Tô passando, tô indo,

Tô fugindo, de que; não sei!

Quem sabe! Fujo de mim;

Da minha sombra.



Tô vivendo numa época

Que não é mais a minha,

Passou enquanto eu tentava

Encontrar um novo rumo.



Tô tentando me reencontrar

Com o meu eu de antigamente;

Adormecer nos campos

Verdes da infância,



E no ávido encontro

Comtemplar a imagem

Daquele menino,

Que jamais deveria ter crescido.



Tô buscando me descobrir

Em meio a tantos disfarces,

Meus caminhos perdidos

Foram traçados

Com o giz da juventude.



Já é tarde! Preciso ir,

Talvez, eu nunca

Consiga me encontrar;

Pois, por aqui passei

E, não deixei marcas.








































sábado, 6 de maio de 2017

EU NÃO NASCI PARA VOCÊ



Nós jamais seremos os mesmos
De antigamente,
Pois seguimos direções
Opostas aos nossos sentimentos;
Você é dia e eu sou noite.

E  quando nossos olhares
Se encontram  já não refletem
Mais o mesmo brilho
Dos nossos olhos.

E, assim caminhamos
Pelo avesso das nossas vidas;
Na contramão da nossa ventura.
Dos nossos desejos,

Que já não tem mais onde aportar,
Pois o único porto seguro
Que existia em nosso mundo;
Nós o destruímos;

Soltamos às amarras
Do barco da felicidade,
Que se encontrava ancorado
No cais do nosso coração.

E, ele se foi mar afora,
Levado pelo vento frio do adeus;
Navegando pelas correntezas
Turvas que outrora foram cristalinas.

Aos poucos ele vai sumindo,
Suas velas brancas se abrem
No aceno derradeiro,
De um amor que vivemos
Em toda à sua plenitude.

Talvez tenha sido melhor assim;
Nossos caminhos
Não poderiam se cruzarem;
Você jamais seria minha,
E, eu não nasci para você.