quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

COADJUVANTE



Meu olhar contempla
A cidade ao longe
Adormecida.
Na minha mente
Um filme reproduz,
Cenas onde fui
Um mero coadjuvante;
Dos palcos
Da vida.
Escravos dos seus fetiches;
De suas ilusões,
De suas paixões.
Intérprete de um roteiro
Místico.
Fecho os olhos
E me vejo
Na primeira fila
De uma sala vazia.
Telespectador único
De um espetáculo;
De luzes e velas,
Que perdeu seu brilho,
Seu encanto
Quando terminou.

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