terça-feira, 30 de dezembro de 2025

O AMOR ADORMECEU

 

Meu coração ainda chora

Quando relembro o nosso adeus

Ao nascer de uma bela aurora

O nosso  amor pra sempre adormeceu.

 

Tu jamais irás saber o quanto

Sofri querendo te esquecer;

Tantas vezes tentei conter o pranto

Eu não queria te fazer sofrer.

 

Agora minhas lágrimas vão brotando

Quando o tempo me desperta

E sinto que ainda continuo te amando

Hoje a minha vida continua deserta.

 

Procuro-te nos meus pensamentos

E não consigo mais te encontrar;

Foste a luz que iluminou meus sentimentos

Despertou dentro de mim o desejo de amar,

 

 Na meiguice de uma madrugada te amei,

Teus lindos olhos azuis me enfeitiçaram

E na fragrância do teu corpo me inebriei

Quando as flores do meu jardim afloraram.

 

E do teu sorriso me tornei amante

Foste a suave brisa que acariciou o meu rosto

Serás o sentimento errante

Que sempre estará presente no meu choro.

 

 

 

 

 

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

UNIVERSO DAS NOSSAS VIDAS (PENSAMENTO)

 

“Vivemos em dois mundos diferentes, interno e externo, são bastantes antagônicos. Neles não existem cópias iguais a nós, portanto, sermos nós mesmos é essencial para a nossa evolução. Para alcançarmos a felicidade plena, às vezes se faz necessário nos libertarmos dos grilhões do nosso eu interior, rótulos que criamos e sem que percebamos nos escravizam e impedem nossa evolução no universo externo das nossas vidas.”

 

 

 

 

 

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

“NATAL ANTIGA, MINHA QUERIDA CIDADE DO SOL” (CRÔNICA)

 À minha homenagem à NATAL “A PRINCESA DO SOL” neste 426 anos de existência. Ao relembrar os momentos felizes que passei ao longo de todo esse tempo, confesso que sinto meus olhos marejarem. PARABÉNS NATAL.

 

       Saudades! Saudades, do aroma daquela brisa que te açoitava e emaranhava meus cabelos, do indescritível belo pôr do sol, das tuas flamantes madrugadas com teu luar prateado, do misticismo das tuas vielas, dos teus becos, das tuas praças floridas, dos teus coretos que tão bem acolhiam nossas bandinhas e tradicionais concertos musicais, das tuas maviosas canções soltas pelo ar, do teu perfume me embriagando na tentação da tua boemia, do falso encanto que decoravam os teus bordéis, pelos teus caminhos amei e fui amado, fiz do momento contigo o meu melhor instante. Tornei-me cúmplice da felicidade e em teus bares sufoquei a dor das paixões proibidas; dos amores que chegaram em meio a utopia de uma noite estrelada iluminando o desejo, regada pelos drinks da ilusão, e se foram quando realidade do amanhecer despontou anunciando o fim dos sonhos. Finitos amores; que escravizaram o meu coração e o aqueceram com as chamas ardentes da sedução.    

         Recordo das tuas praeiras, tuas ondas multicores banhando meu corpo desnudo curtido pelos raios dourados que me bronzeava, do fascinante e mavioso canto das tuas sereias, princesas das tuas dunas brancas salpicadas pelas esmeraldas do verde das tuas matas que a todos encantavam. Menina de tranças loiras tecidas pelas palhas dos teus coqueirais que acenavam para as nuvens que passavam levadas pelo teu suave vento litorâneo, das paqueras que rolavam soltas nos desfiles das tuas moças debutando na passarela fashion das tardes aconchegantes de domingo.

        Crescestes, o progresso bateu a tua porta, as novas tecnologias te viraram pelo avesso, já não encontro mais os tradicionais tapetes geométricos que a natureza te presenteou de seixos rolados que antigamente decoravam teus logradouros. A modernidade capitalista ocupou teus espaços nativos impondo uma liberdade chamada solidão, retratada nas tuas estruturas de concreto armado que compõe a tua arquitetura. Teus imponentes casarões ruíram levando parte da tua secular história. Teus barcos partindo do estuário do Potengi com suas velas tremulando levando consigo a incerteza do retorno, tuas moradias singelas e rústicas que adornavam tua orla marítima tornando-a mais bela, foram agressivamente substituídas pelas mansões e arranha-céus que descaracterizam a tua esplêndida paisagem natural.

         E, eu! Ah, eu também cresci junto contigo, o tempo também me transformou, no grisalho dos meus cabelos ficaram as marcas de um passado que deixou vivas tantas recordações que a saudade hoje me faz lembrar.

J.Valdomiro

   

domingo, 21 de dezembro de 2025

ETERNAMENTE AMAR

 

Uma lágrima triste escorre pela minha face

Que ficou oculta no tempo

Refugiada nos meus disfarces

Adormecida no meu pensamento.

 

Relembro ainda como foi lindo o nosso amor

Nossos encontros sob o cintilar do luar,

Inebrie-me pelo o seu aroma de flor;

Hoje, recordo quanto foi marcante lhe amar.

 

Personagens anônimos de um conto de fadas

Que nos fez sonhar adormecidos nos jardins

Das paixões que surgiram encantadas

Ungidas com o perfume dos jasmins.

 

Fomos escritores de um romance proibido

Que nos fez delirar nas palavras soltas

Que jamais será esquecido

Permanecerá nos versos e rimas preciosas.

 

A sua essência ainda vive no meu coração

Purificando uma saudade adormecida

No fascinante desejo de uma sedução

Que certa vez marcou à minha vida.

 

Você se foi quando as musas da noite

Começavam a bailar no firmamento

No sopro de uma maviosa brisa e seus acoites

Deixando no silêncio apenas fragmentos,

 

De um amor que foi mágico vivê-lo

Que nasceu no brilho de um olhar

Momento que nunca poderei esquecê-lo

Pois irei eternamente lhe amar.

 

 

 

 

 

sábado, 13 de dezembro de 2025

SILÊNCIO DE UM VAZIO

 

Ah, meus amores, aventuras, ilusões

Que marcaram a minha vida

Nas letras inesquecíveis das lindas canções

Cicatrizes que ficaram na despedida.

 

Um olhar perdido à distância contemplar

Aquela estrela que meu rosto iluminou

E com seu brilho me ensinou a amar

Que foi meu alento quando o amor me deixou.

 

Sorrisos e lágrimas presentes na saudade

De um tempo que foi lindo vivê-lo;

Sentimento fúlgido de uma felicidade

Que jamais poderei esquecê-lo.

 

Pelas estradas deixei minhas pegadas

Marcas gravadas na poeira do destino

Que me guiaram pelas noites estreladas

Que nortearam o meu fascínio.

 

Vivi a essência dos seus perfumes

Que para sempre ficaram no meu corpo

Eterno momentos presentes nos meus queixumes

Quando às lembranças acordam o meu choro,

 

E me vejo perdido no silêncio de um vazio.

Em vão tento me encontrar, mas tudo passou

Já não sou mais o mesmo, estou sozinho

Preciso aprender a viver com a ausência que ficou.

 

 

 

 

 

domingo, 7 de dezembro de 2025

AMOR SEM FIM

 

Meu olhar contempla à tarde partindo

Sinto o sussurro do vento acariciando o meu rosto

No papel em branco rabiscado, estou indo,

Levo comigo o aroma do seu corpo.

 

Recordações que ficaram na ausência;

Do seu sorriso contemplando o meu olhar

Comigo ficará para sempre a essência

Que deixou em mim o desejo de amar.

 

Cada palavra que agora escrevo

Expressa um intrínseco sentimento,

Guardarei comigo nossos segredos

O amor nos deixou, ficaram apenas fragmentos.

 

Nas minhas caminhadas somente lhe amei;

Você foi meus sonhos, foi paixão,

Foi um sentimento que nunca esquecerei

Lembro quando você conquistou o meu coração.

 

Conduziu-me pelo seu mundo num belo anoitecer

E os meus lábios se uniram aos seus,

 Na ternura dourada de um amanhecer,

E os encantos da madrugada nos diziam adeus.

 

Hoje, choro ao relembrar a nossa despedida

Sinto que você ainda vive em mim,

Presente no jardim da minha vida

Pois o nosso amor jamais terá fim.

 

 

 

 

 

 

 

 

sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

SILÊNCIO DA AUSÊNCIA (PENSAMENTO)

 

“Sou um andarilho que cavalga no alazão do tempo por entre às noites de um luar feiticeiro. Sou aquele que na vida amor demais e no ritual dos amantes se apaixonou por uma estrela brilhante, que flutuava por entre as constelações dos amores e me fascinou com o seu encanto místico. Você certa vez, iluminou o meu céu com a luz do seu olhar e transformou o meu mundo com o seu semblante de Deusa que fez morada no meu frágil coração, foi a pureza de um sentimento que se foi no sussurro do vento. Vejo o seu rosto nos meus sonhos, idílios que florescem no meu pensamento, quando a saudade comigo vem morar, e me desperta no limiar das madrugadas, berço que me acolheu e me aqueceu no frio da solidão. Você estará sempre presente no silêncio da ausência, nos versos e rimas que escrevi e que o adeus jamais apagará.”