quinta-feira, 25 de setembro de 2025

FONTE PERENE (CRÔNICA)

 

    A juventude é uma fonte constante de sabedoria que nos conduz pelos caminhos dos sonhos,  ela é fugaz como o brilho das estrelas no infinito. Tem um aroma raro que se espraia pelas fases da nossa existência, no entanto à sua luminosidade aos poucos vai ficando tênue como a neblina que cobre os nossos caminhos, e paradoxalmente vai transformando o nosso comportamento. Nos faz cavalgar por outros mundos e mergulhamos no universo do desconhecido que se encontrava adormecido em nossas memorias, como o desabrochar de um icônico botão de flor que vai florescendo no jardim  incólume das páginas do destino. Textos que são escritos sob a chama de um saudoso lampião de gás. Rimas e versos que o tempo transformou em poesia, num edição especial.

     Viva o momento presente plenamente, porque o ontem já passou e jamais voltará, mas podemos escrever outros parágrafos e dá uma nova redação quando o descortinar místico do tempo anunciar a passagem para o futuro. Um novo sol irá nascer radiante trazendo as boas novas, um outro recomeço repleto de esperanças.   

      Um novo circulo se abrirá, descerrando as cortinas de um  espetáculo encenado num palco virtual, onde somos atores selecionadas para interpretarmos personagens reais de uma história escrita por um roteirista anônimo, criador de ilusões, mestre das magias que a todos encanta.

       A juventude sempre será um estado de espirito, que habitará eternamente o nosso ser. Suas cenas  aos poucos vão reproduzindo, fatos antigos que vivemos no limiar da transição de uma época que foi marcante, exultante e purificou nossos corações com a mais sublime das transformações.  Não podemos perder a alegria de vivê-la em toda à sua plenitude, pois chegará uma época em que ela fisicamente nos deixará e então  procuraremos intrinsicamente suas belas imagens no mais sublime dos altares da vida.

       A felicidade é nômade e se encontra nas coisas mais simples da vida, ser feliz é uma opção de escolha, mais é preciso sabedoria para encontrá-la, pois ela é passageira como a suave brisa do entardecer que acaricia o nosso rosto.