Ah, saudade! Que não passa, que me sufoca
No silêncio da minha alma,
Quando procuro lhe encontrar pelos momentos
Felizes de antigamente.
Já não mais a
encontro no meu mundo,
O perfume do
seu corpo ainda mora em mim.
Tudo passou, mas foi lindo lhe amar,
Eterna recordação que comigo veio morar.
Seu rosto vai despertando suavemente
Do véu da minha memória;
A luz que emana dos seus belos olhos
Ilumina os caminhos de um passado
Que o tempo levou para um recanto
Onde o vento sopra nos jardins dos amores;
De uma suave melodia que a brisa
Traz do encanto das recoradações
Que adormeceram num solitário coração
Que o pranto da despedida despertou
No vazio de uma madrugada
Iluminada pelos reflexos de um luar.
Que foi cúmplice dos nossos sentimentos
Dos lábios que se tocaram suavemente
No delirio frenético dos desejos,
Sem sabermos que era uma despedida