sábado, 25 de outubro de 2025

BERÇO DA ENTERNIDADE

 

Confesso que me deu medo

Quando o meu olhar contemplou

Aquele rosto que tanto amei.

 

Nos seus lábios a doçura do primeiro beijo

Que o meu coração encantou.

 Nas minhas madrugadas sempre sonhei

 

Com os momentos lindos que vivemos

E se dissipavam ao amanhecer

E eu acreditando em uma realidade virtual,

 

As lembranças voam pelos meus pensamentos

Imagens revividas que não queria esquecer

A beleza que refletia do seu corpo escultural.

 

Hoje ao contemplar o seu cansado semblante

Vejo as rugas que o tempo deixou

Você já não é a mesma de antigamente,

 

Passou pela vida como uma tênue figurante

De uma peça que o destino encenou

No palco de um teatro fugazmente.

 

Sentimentos que se tornaram efêmeros

Levados pelas ilusões que adormeceram

Nos braços de uma eterna saudade

 

Ainda me lembro dos seus carinhos ternos

Quando nossos olhares se encontraram

E adormecemos no berço da eternidade.

 

 

 

 

 

 

 

 

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