O tempo
passou e levou consigo parte da minha existência, momentos lindos que vivi e
que jamais esquecerei, pois cada um deles representaram um seguimento da
felicidade que me abraçou, quando me sentia sem alento, caminhando pelas
estradas invisíveis da minha vida, tentando achar o caminho da volta. Ainda
pulsa em mim, aquele olhar que me contemplou quando eu tentava encontrar um
novo ponto de partida para seguir à minha caminhada; que me fez acreditar no
belo reflexo de um luar que guiou os meus passos pelos logradouros que para mim
já eram desconhecidos, e na verdade eram os trajetos que eu havia
percorridos.
Ainda nos encontraremos na inocência de um
amanhecer, quando os raios do príncipe dourado, surgirem por traz dos montes e
lhe despertar para iniciar uma nova trilha do seu destino, quem sabe se não
estarei na esquina da vida aplaudindo você passar.
Ou talvez, serei aquela maviosa brisa
acariciando o seu rosto no tênue adeus de um entardecer, e Deus me dê a
inspiração para que eu possa escrever a mais bela das minhas poesias, ao
contemplar toda a singeleza do seu belo semblante. Deusa das tardes que se
despede dos seus súditos, levada pela magia de um crepúsculo divino.
Será que o nosso encontro será no reluzir
das atrações noturnas quando os desejos aflorarem da minha memória, despertando
minhas ilusões e fantasias, que estavam adormecidas no berço do meu passado, e
que de uma maneira ou de outra deixou em mim às suas marcas.
De repente, será quando a melancolia das
madrugadas aportar no horizonte, anunciando o fim do seu reinado, que o seu
fascínio logo será desfeito, e as damas protagonistas do espetáculo da sedução
dos amantes se encantarão em meio a névoa dos prazeres fictício.
Não sei quando, mas algo dentro mim diz
que ainda nos veremos pelos atalhos da nossa permanência, cavalgando pelas
paragens desse plano, onde às almas se encontram.
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