Quem sabe se ainda nos encontraremos
Por uma dessas esquinas da vida,
Talvez, não mais nos reconheceremos,
No rosto as rugas da despedida
Que a distância não consguio apagar
E que deixou marcas em nossas faces.
No silêncio ficou o brilho do nosso olhar
O tempo nos vestiu com os seus disfarces,
Que adornaram os nossos semblantes.
Perdoa-me se ao lhe contemplar
Meus olhos aparecerem lacrimantes
Pois nunca deixei de lhe amar.
O amor nunca nos deixará, sempre
Estará presente em nossa memória,
É uma saudade que viverá eternamente
No livro das recordações da nossa história.
Fomos interpretes dos personagens
Que um anônimo roteirista editou
Na intrínseca beleza de suas postagens,
Enredos e fantasias de um amor que passou
Levado pela brisa fagueira do entardecer.
Um sentimento que no coração floresceu;
Um amor que não pode mais permanecer
E se foi no crepúsculo de um precoce adeus.
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